Gráfico com número de bolsas no Brasil

Hoje vi que os números de bolsas oferecidas em 2009 já estão nas tabelas da página de estatísticas do CNPq. Resolvi então desenhar um gráfico como eu pretendia há algum tempo contando estes  números, e ainda os números que tirei lá do Geocapes.  Aí vai:

Número de bolsas estudantis oferecidas pelo CNPq e CAPES no Brasil

O que mais chama a atenção no gráfico é a queda no número de bolsas de mestrado do CNPq começando em 1996. Em 2000, 2001 e 2002 o número chegou a ser ligeiramente menor do que o de bolsas de doutorado da instituição. Como já falei em outros artigos, algumas das justificativas apresentadas foram a necessidade de concentrar mais dinheiro em bolsas para pesquisadores (principalmente dentro do CNPq) e reduzir idade dos formandos e tempo de titulação (muitos estudantes de pós da época, e até hoje, já devem ter ouvido falar na meta de formar doutores com menos de 30 anos). Infelizmente a CAPES ainda não liberou os dados nem de 2009 nem de antes de 2003, e não dá pra vermos o que aconteceu com as bolsas deles neste período.

Outra coisa que chama a atenção  é que o número de bolsas de iniciação científica apresenta uma subida muito intensa desde 1986 até este mesmo ano em que “nerfaram” o mestrado, quando estagnou. Mas agora está recuperando o crescimento, e foi até noticiado no início deste mês que o número de bolsas de IC deve crescer bastante este ano ainda.

Apesar do chifre nas bolsas de mestrado, é bom notar que o número desta modalidade comparado ao doutorado já vinha caindo desde antes. O que houve foi apenas uma ação (bem) mais forte seguindo esta tendência. O gráfico a seguir mostra a proporção entre as bolsas de mestrado e doutorado das duas agências:

Número de bolsas de mestrado relativo às de doutorado da CAPES e CNPq

A impressão para mim é bem clara de que em 1996 decidiram trazer definitivamente o número para próximo de 1 tanto quanto possível. A descida suave talvez se deva apenas aos 2 anos até que as bolsas “excedentes” terminassem. Interessante notar também que a CAPES tem uma tendência bem clara de ficar no 1,5. Quer dizer, a CAPES carrega um pouco mais o “fardo” do mestrado do que o CNPq.

Outra coisa que chama a atenção no primeiro gráfico é como o aumento de bolsas se deu aos soluços, em anos pares. Na verdade isto nem se vê claramente na curva do CNPq, mas sim na da CAPES. Anos pares foram quando houveram também aumentos dos valores das bolsas, e coincidentemente (?), eleições. Isto é algo que já comentei anteriormente aqui, mas gostaria de esperar terminar este ano pra ver se isso ocorre outra vez antes de malhar mais…

Tomara que aumente, claro, número e valores. Meu chute que eu digo e repito é de que vão reprisar 2006 e anunciar o aumento na abertura da reunião anual  da SBPC, que ocorrerá em Natal de 25 a 30 de julho.

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